
Conselho de Doutrina divulga manifesto alertando líderes sobre ameaças
do Movimento Grupo G-12.
Extraído do Mensageiro da Paz,
CONVENÇÃO GERAL DAS ASSEMBLÉIAS DE DEUS NO BRASIL
MESA DIRETORA
Em virtude do abençoado crescimento das Assembléias de Deus no Brasil,
grupos estranhos de pseudos evangélicos trabalham
em planos cientificamente preparados, usando forte marketing,
tentando dividir e enfraquecer a Igreja de Deus.
No desejo de verem suas igrejas crescerem, desprezam o mais eficiente e
aprovado método bíblico contido no livro de Atos dos Apóstolos, aceitando
e envolvendo outros nos “Encontros” - modelos reprovados pela Palavra de
Deus.
As tais reuniões secretas do G-12, são práticas semelhantes e usadas pelo
espiritismo. Essa nova tática vem promovendo mudanças na liturgia das
igrejas, permitindo seus participantes tornarem seus cultos uma
verdadeira confusão, onde a decência e a
ordem não mais existem, além de tirar a liberdade da verdadeira adoração
a Deus. São novas heresias iguais a outras que tentam eliminar a eficácia
da morte de Jesus no Calvário.
0 G-12 leva seus participantes a pronunciamentos, confissões e até chegam
à petulância de dizer que perdoam Deus, afirmando ser “uma nova visão, uma
coisa “tremenda”, induzindo as pessoas a aceitarem adendos e retoques à
obra do Calvário. 0 plano de Deus realizado por
Jesus na cruz é completo, perfeito, insubstituível e não aceita
apêndices.
Lamentavelmente, alguns irmãos e até obreiros embriagaram-se com o G-12. 0 apóstolo Paulo nos advertiu em Gálatas 1.8: “Mas ainda que
nós mesmos ou um anjo do céu vos pregasse outro evangelho além do
que já pregamos, seja anátema”.
Estranhamos o comportamento de alguns obreiros aceitando determinadas
inovações. Estariam eles enganados, como os que participaram das
Conferências do reverendo Moom? Preocupa-nos! Seria
falta de mais conhecimento bíblico? Deficiência na estrutura ministerial?
Ou ainda não tiveram um verdadeiro encontro com Jesus, embora sejam
obreiros?
Depois de desfrutarmos do atendimento cuidadoso do Espírito Santo, por 90
anos, comprovado pela expansão das Assembléias de Deus no Brasil, será que precisamos dessas aventuras “evangélicas”
importadas, para vermos crescer nossas igrejas?
Sentindo a necessidade de maior conhecimento das doutrinas
fundamentais da Palavra de Deus, estamos realizando simpósios de
doutrina, ministrados pelo Conselho de Doutrina da CGADB, em todas as
regiões do nosso país.
É de vital importância a vigilância pelos nossos pastores para proteger o
rebanho do Senhor contra os exploradores, cuja visão, “a tremenda”, não é
a espiritual, mas é fatia comercial, com o objetivo de obter o já
previsto por tais aproveitadores.
As práticas estranhas da quebra de maldição, cura interior e regressão,
acompanhadas de música indutiva, incentivando as pessoas à técnica de
“liberar” gritos, danças e urros, nunca fizeram parte do nosso culto a
Deus. “Que direis pois, irmãos? Quando vos
ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem
interpretação. Faça-se tudo para edificação” (1 Co 14.26-3 1).
A aceitação dessas inovações anti-bíblicas já está
produzindo o resultado desejado por esses senhores - a divisão de grupos
em nossas igrejas.
A “tremenda” regressão tão propalada pelos praticantes do G-12, é uma
tentativa de anular o perdão de Jesus, recebido por nós. Tenta também
aniquilar o valor da purificação do sangue de Jesus. Portanto, tudo isso
não passa de heresias (leia Is 38.17; Jr 31.34
e Mq 7.18-19).
A fogueira santa usada para a queima das listas de pecados, os ambientes
escuros e os gritos de libertação, não fazem parte do culto da Assembléia
de Deus, e têm mais semelhanças com práticas do candomblé e outras
filosofias e seitas secretas ou ocultas.
Pastores, líderes obreiros, irmãos
”Retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja
poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes”, Tt 1. 19.
Mesa diretora da CGADB
Pastor José Wellington Bezerra da Costa Presidente
MANIFESTO DO CONSELHO DE DOUTRINA
Por vezes, aparece no cenário evangélico brasileiro alguns movimentos de
características eminentemente flutuantes. Nestes dias, o mais novo deles
é o G-12, que promove sutilmente um novo estilo de vida cristã, calcado na
visão de um sucesso rápido e fácil,
e de um crescimento mágico e milagroso da igreja, através de uma suposta
revelação de Deus recebida pelo líder do G-12, que sonha em ter a maior
igreja do mundo, fazendo assim qualquer coisa para alcançar os seus
intentos de autopromover-se como corno líder mundial interdenominacional,
propondo um “novo conceito” religioso com mudanças na liturgia, nos bons
costumes, na doutrina sagrada, no conceito real da Igreja de Cristo, na
linguagem genuína da pregação do evangelho, na conduta cristã, no comportamento
ético-estético do crente, com uma dose excessiva de estímulos à busca
frenética por prosperidade instantânea, libertação auto-suficiente, unção
mágica e perfeição absoluta, utilizando-se para tanto de desavisados e
inocentes para espalharem suas heresias.
Portanto, para maior esclarecimento, enfocamos alguns pontos desta suposta
e milagrosa fórmula de crescimento, com as devidas refutações.
1º - G-12
Ao contrário do que muitos imaginam, o G-12 não é um grupo evangelicamente
sério: não trabalha para o bem comum do Evangelho e nem vem para somar com
as outras igrejas já existentes. Trata-se de urna organização herética que
visa arrebanhar membros de igrejas já constituídas com
fins declaradamente financeiros. 0 exemplo do que
estamos falando é a solicitação de donativos de toda e qualquer
denominação para a
sua obra faraônica intitulada “Canaã aqui na terra”, tipificando
suas reais intenções. Mais: a prática configura-se numa velha tática
de “caça níqueis”, visando realizar os seus planos alternativos
em nome do Evangelho.
2º Método
Seu método apoia-se nos pré-encontros, encontros e
pós-encontros e reencontros como forma de lavagem cerebral, onde
são inculcadas *Idéias supersticiosas com relação ao número 12,
numa nítida prática de numerologia, fazendo o número 12 parecer um
número da sorte, que abre supostos caminhos para o sucesso e o cresci
mento instantâneo da igreja, em detrimento de todos os demais números
existentes na Bíblia Sagrada, como o 1, 2, 3, 4, 6, 7, 10, 12, 24.
Objetiva-se, assim, criar uma expectativa em tomo do número 12, dando-lhe
magia e atributos supersticiosos, Inclusive
as células não podem ultrapassar o número 12. Ultrapassando cria-se uma
nova célula para chegar ao número 12.
Refutação. Biblicamente, o número 12, apesar da sua simbologia
no livro do Apocalipse, é um número comum como qualquer outro.
3º - Visão
O G- 12 apresenta-se ainda como uma nova revelação divina,
que supervaloriza a visão dos doze como solução última para a igreja dos dias atuais. A palavra “novo”,
utilizada ininterruptamente pelo G-12, carrega intenções malignas
objetivando desestabilizar igrejas que já existem, como se o G-12 fosse a
“última revelação de Deus” para o momento. Pior: os líderes do G-12 dizem
que caso as igrejas não participem desta “nova visão”, serão substituídas
por outras. Neste sentido, o G-12 em nada difere das chamadas
seitas proféticas.
Refutação, toda revelação de Deus ao homem já se
encontra registrada no Antigo e no Novo Testamento, não nos
cabendo acrescentar mais nada (Is 8.20; Ap 22.19).
4º - Unção
Acentuam que somente a pessoa aderindo a nova visão de Evangelho, criada
pelo G- 12, tema acesso a uma suposta “nova unção” que, na linguagem dos
participantes do G-12, é chamada de “tremenda”. Alegam ainda que somente
esta “unção” pode trazer o
sucesso.
Refutação. De acordo com a Bíblia, a unção não envelhece
me, é substituível. Isto quer dizer que não existe uma “nova unção”
(1 Sm 26:9; I Jo 2:20)
5º - Quebra de maldição
Os encontros exigem das pessoas a confissão de pecados até mesmo cometidos
no ventre materno a fim de que quebrem todos os vínculos do passado, bons
e maus, até mesmo ministérios e credos, para dar início a uma nova vida. para isso submetem os
participantes a uma oração dirigida chamada “quebra de vínculo”.
Refutação. Esta prática invalida o texto bíblico que diz que
“se alguém está em Cristo é nova criatura: as coisas velhas
já passaram; eis que tudo se fez novo” (2Co 5.17).
6º - Libertação e cura interior
Nos pós-encontros ensina-se que o indivíduo deve guardar o ensinamento que
teve no pré-encontro. Pois é nessa condição - afirmam - que sua salvação
(chamada de cobertura espiritual) está garantida.Segundo
eles, a salvação é aquela conquistada pela regressão, quebra de maldição,
cura interior, invalidando desta forma o sacrifício perfeito, completo e
final do Senhor Jesus no Calvário, criando “novas salvações” com supostas
promessas, em nome de Deus, dizendo que agora sim a salvação chegou,
levando os cristãos a duvidarem da sua própria salvação em Cristo.Como,
por exemplo, o fato de algumas pessoas que participaram do G-12, crentes
de muitos anos, asseverarem de público que tudo quanto aprenderam ao
longo dos anos nos cultos públicos, nas escolas dominicais, nos
seminários bíblicos etc., não era verdade,
porque só agora, depois do G - 12, encontraram a “verdade”.
Refutação. Toda e qualquer tentativa de cancelamento de
pecados por regressão,quebra de maldição, cura
interior como prática de autopatrocinar uma
“salvação perfeita”, invalida o sacrifício vicário de Jesus Cristo no
Calvário (At 3.19; 4.12; Hb 7.27).
7º Renúncia
A renúncia é pregada nos encontros do G-12 como forma de rejeição aos
conceitos, hábitos e costumes da vida cristã que até então se professava.
Como na maioria casos os participantes dos encontros são compostos de
pessoas oriundas das mais variadas confissões, religiosas e denominacionais, por que o produto final
desses encontros gera o enfraquecimento das igrejas de ensino sério
e histórico, pelo fato de apresentarem propostas milagrosas e
mágicas de crescimento, substituindo liturgias e criando nova linguagem
de pregação, transformando os cultos de adoração em verdadeiros
espetáculos mundanos e antibíblícos.
Refutação. Renunciar, à luz da Bíblia, é o ato de deixar, repudiar, abdicar
alguma coisa, mas nunca o que é bíblico e sim o que é antibíblico e herético.
8º - Culto de Aproximação (ou Célula)
O G-12, na sua formação celular, descaracteriza o modelo bíblico
de Igreja, em alguns pontos, a saber:
a) as células não podem passar do número 12;
b) as células fazem o recolhimento de ofertas e dízimos;
c) as células têm autonomia de batizar os novos cidadãos do grupo, dentro
de algumas situações, como: distância e tempo;
d) nas células não há liberdade de pregação livre, pelo fato de o líder
estar obrigado a usar a linguagem seu mentor, que está no manual do G- 12.
Refutação. Biblicamente, o culto no lar é uma prática antiga, mas o grupo
não recebe o título de igreja como na acepção herética do G-12.
Do exposto, fazemos nossas as palavras do apóstolo João: “Filhinhos, já é
a última hora; e, como vistes que vem o anticristo, também agora muitos
anticristos têm surgido, pelo que conhecemos que
é a última hora” (1 Jo. 2.18; Jo.
2.17).
Conselho de Doutrina Campinas, 22 de abril de 2000.
Pr. Paulo Roberto Freire Presidente
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